quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Viajar nos STCP

Não sei se alguém já leu o “Perfume” de Patrick Suskind… é uma boa sugestão, não existe livro nenhum que descreva de forma tão pormenorizada a imponência de um odor, a riqueza descritiva do autor permite-nos viajar dentro do próprio cheiro fazendo-o sair do livro para se alojar no nosso nariz. Quem não gostar de ler e pretender vivenciar empiricamente esta experiencia só tem que viajar nos autocarros dos STCP às 18 horas… A mistura de cheiros faz-nos pairar como uma pena, é como uma orquestra em que cada odor é um instrumento, o problema é que eu é que pareço o maestro a abanar os braços porque não se aguenta… E ainda por cima a casa normalmente vai cheia e a tendência das pessoas é segurar-se no barão de cima e quando dá por ti tens o teu nariz enfiado num sovaco todo molhado com 2 ou 3 pelos a espreitar pela manga da camisa a dar-te tanga… Tu ainda pensas em sair mas quando olhas em direcção à porta observas 7 ou 8 sovacos insaciáveis a olhar para ti…pensas logo em ficar onde estás e habituar-te ao cheiro daquele… depois nem sentes. O pior é quando decorre uma travagem abrupta e o teu nariz viaja em direcção ao sovaco, aí não se tem hipótese, ficas logo enclausurado nos pelos do sovaco…para sair é um problema porque os gajos têm força descomunal e amarram-te ali até se cansarem… Nunca se deve subestimar os pelos do sovaco, é uma lição que daqui se tira. Tal com o subsídio da alimentação o governo devia de implementar um subsídio para desodorizantes…

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