segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Urgência do hóspital

Já passaram muitas jornadas mas ainda vive na minha memória a professora de português que se espumava toda para ensinar os nomes colectivos como se fosse algo de muito importante para o futuro de cada aluno. Pessoalmente considero um saber desnecessário porque ocupamos o nosso cérebro com um conjunto de palavras destinadas a cada espécie quando a frase “um grupo de” dava para tudo…economizava-se espaço cerebral. Mas se há nomes colectivos para quase todas as espécies porque é que os ciganos não têm? Alguém me explica? Eles andam sempre juntos como os cardumes, só fazem ninhadas, cheiram mal como as cáfilas, por vezes atacam como as alcateias, são agressivos como as manadas, berram como os rebanhos, são limpos como as varas e vivem no meio do pinhal. Se alguém tem dúvidas de tais atributos que compareça à porta das urgências dos hospitais, eles parecem que vivem lá… A presença de todos é fundamental, não há geração que falhe, desde os putos com a face revestida a ranho até às velhas com aqueles brincos que esticam as orelhas até aos joelhos. São como ratos, são dezenas, e não fica ninguém a tomar conta do barraco, vem tudo atrás do doente e se não estiver na hora de ir buscar o rendimento mínimo, até que ele saia ninguém do grupo arreda pé… Eles não trabalham? Então investiram tempo e dinheiro na universidade a tirar cursos comerciais para vender balões nas romarias e roupa nas feiras e agora deitam esse talento ao lixo? Ao menos que trouxessem os balões para vender na pediatria… E depois à boleia da vaidade gostam de invocar a sua forma de falar como se de uma ópera se tratasse, tendo o vício irritante de prolongar sempre o último som da última palavra de cada frase; “Ai mãeeeeeee”, “ Anda cá filhooooooo”,”que raio de tempooooo”, doí-me a cabeçaaaaaaa”… E a roupa… eles são tão preguiçosos que nem querem ter o trabalho de pensar em conjugar cores de roupa…usam o preto e está tudo muito bem, assim dá para usar a mesma roupa seguida durante 2 anos sem se notar as nódoas…e ainda dá para os outros quando não servir.

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