quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Um dia de praia


Portugal não ganhou muitas medalhas em Londres mas não faltam atributos para nos regozijarmos… Não há medalhas que valham a nossa comida, o nosso sol e fundamentalmente as nossas praias. De facto, ir à praia até se pode transformar numa experiência hilariante…começamos sempre por nos envolver numa porrada desenfreada com a nossa toalha porque a estúpida nunca se quer deitar, quando conseguida a vitória só queremos estar na paz, observar a linha onde o céu se junta ao mar, fechar os olhos para escutar a orquestra que sai das ondas, deixarmo-nos ir à boleia do nosso pensamento…mas há sempre merdas que estorvam a nossa introspeção. Os gajos das bolas de Berlim são como as moscas, os avecs do lado esquerdo a falar como se sabe, do lado direito lisboetas com o seu sotaque abichanado mas pior está reservado para a minha frente… aquilo que estava à minha frente é a praga das praias…é a mania que as namoradas têm em tirar pontos negros das costas dos namorados como os macacos a catar piolhos. O que é que elas têm contra os pontos negros? É por serem negros? Isso soa um pouco a racismo. Já experimentaram colocar-se no lugar de um ponto negro? Alguém gosta de fazer uma ressonância magnética? Então imaginem viver nessa máquina a vida inteira, há que ter respeito pelos enclausurados. Mas elas são viciadas nessa atividade, quanto mais tiram pior, por vezes até arrancam sinais de pele e quando aparece daqueles pontos negros difíceis que se agarram ao poro então é que elas se espumam, espetam aquelas unhacas na pele do namorado que até carne sai. O tipo de pontos negros que mais prazer lhes dá são os tomahawks, o disparo chega a atingir os 3 metros de distância, o que é um nojo porque quem esta atrás, como eu estava, é obrigado a vestir uma armadura anti pontos negros…o pior disto tudo é ver pontos negros misturado na areia e se esta mania continuar a crescer qualquer dia teremos na praia mais pontos negros que a própria areia. Da mesma forma que já existe para as baronas eu sugeria, para bem de todos, que se começasse a colocar na praia recipientes para os pontos negros.

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