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Ter uma conversa com adolescentes poderá tornar-se numa experiência digna dum “conto de favas”. Eu admito que é “altamente” ter umas expressões que cativem a malta numa de conseguir obter a posição de líder do bando mas não consigo disfarçar a inflamação que isso me provoca. Com algum esforço lá vou apelando à minha condescendência, mesmo sentindo aquela mania que eles têm em tratar os da mesma idade por “chavalo” para se sentirem em cima de um palanque, e como se isso não bastasse, seguidamente, somos agredidos com pseudo-palavras instantâneas que vivem na ponta da língua dos gajos que dão para todo o tipo de conteúdo linguístico. O ideal era utilizarem essa linguagem entre eles mas não distinguem ninguém. Inquietante é tentar perceber a origem desse palavreado…Quem foi o filha da mãe que o inventou??? - Então estás bom? “Tá-se bem”… Não estás com boa cara? “Ya meu, tou um coto chunga...” Porquê, aconteceu alguma coisa? “O meu cota desatinou comigo!” Pois, acontece quando não nos portamos bem. “Caga nisso, é totil chunga mas que se lixe.” Deve ter as suas razões, não deve? “Ontem foi curtir, desbundei tótil mas caguei nas horas…” Divertiste-te ao menos? “Não curti à brava…fui a uma rave, convidei uma gaja e ela curtiu tótil a ideia. Quando ela entrou andou à toa durante um coche, estava um som altamente, só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 2 da manhã, tás a ver, meu? Durante a party um mano cheio da papel topo-a e começou a gala-la, aí quase que me passava dos carretos, desbundaram "ól naite long", mas depois tive que axandrar. Quando a gaja bazou o mitra ficou completamente atarantado e foi atrás dela. Ainda esperei que ela voltasse mas nunca mais lhe pus os olhos em cima e dei de frosques. As gajas às vezes são fatelas… é a vida…my friend, vou bazar, vou ao morfes." ............ Hã????? É preciso um dicionário…
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