Um dos atributos mais ricos que este planeta nos apresenta é a diversidade cultural. A variedade multicultural é o símbolo dos diferentes passados e distintas origens, cada hábito, cada comportamento, cada acção remete-nos para a interpretação de que todos possuímos uma história longínqua que teve como resultado a diferença. A multiplicidade sociológica fizera do homem um ser capaz e adaptado, em certa medida obrigara-o a confrontar a dissemelhança ensinando-o a viver em complementaridade com outros povos. O estandarte das diferenças culturais reside na forma de cumprimento. O cumprimento é um gesto que representa uma saudação amigável entre duas pessoas ou entidades, a sua origem é incerta, mas acredita-se que tenha surgido para demonstrar que ambas as partes estavam desarmadas. No Oriente é comum curvar o corpo levemente para a frente, no Havai existe a mania do “Aloha” ser acompanhado por uma mão a fazer “corninhos”, no Texas tira-se o chapéu à Cowboy, na India junta-se as mãos e à boleia do movimento do corpo ouve-se “namaste”, aqui no ocidente é beijinhos aos magotes e apertos de mão. Aqui reside a dificuldade!! Quando alguém nos vem cumprimentar de mão nunca sabemos como vai ser o aperto, é um autêntico desafio porque nunca estamos preparados; isto porque existem vários tipos de aperto de mão e não raras vezes somos surpreendidos. Primeiro devo alertar as pessoas que não se diz póssobem mas sim “passou-bem”. Os póssobens que mais me irritam são oferecidos por aqueles indivíduos que não apertam a mão, dão a mão para ser apertada, eles não tem ossos na mão mas sim cartilagem, dá a sensação que estamos a cumprimentar plasticina, é como saudar um morto que respira. Depois há aqueles apertos que fazem o nosso braço voar para cima e para baixo como se fosse uma alavanca, se não contrariarmos a força do movimento, o braço desvincula-se do corpo. Os apertos alicate são utilizados por aqueles que esmagam a mão para provar sua masculinidade. Esses indivíduos julgam que triturar ossos da mão alheia aufere algum tipo de manifestação de autoconfiança, mas não passam de anormais que concentram a força toda do corpo na mão porque não a tem em mais lado nenhum. Levar com os “colas” também não é fácil. Esses são aqueles que apertam a mão e depois puxam-nos para perto deles até sentirmos o seu bafo de hálito a cebola. Normalmente querem dar sinal de proximidade quando ela não existe e como não queremos ser antipáticos esboçamos um sorriso amarelo e ficamos embrulhados entre duas forças… a tentativa de afastamento e a outra que impede esse mesmo afastamento. Um dos piores é o cumprimento suado, o nosso instinto natural é limpar a mão às calças e procurar de imediato um lavatório, mas nunca o fazemos por inibição, e depois enquanto o gajo fala ficamos ali com a mão pendurada a pedir-nos ajuda sem lhe podermos prestar nenhum tipo de auxílio. E já agora porque é que os padres apertam a nossa mão e em seguida cobrem com todo o carinho as costas dela com a mão esquerda, envolvendo sua mão com ambas as dele? Uma coisa que irei começar a fazer por antecipação é perguntar à pessoa o tipo de cumprimento que pretende utilizar para não ser surpreendido, assim respondo na mesma magnitude.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
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