quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O cemitério tuga…

Todos nós sabemos que um dos arquétipos mais visíveis nos portugueses é viver da aparência. Um dos locais onde mais se evidencia esse atributo é… no cemitério! Se repararmos com atenção, percebemos facilmente que existe uma competição exacerbada pela melhor campa. Começo a acreditar que as pessoas não choram pelo desaparecimento da pessoa mas por não terem dinheiro para construir o jazigo mais imponente do cemitério. Mas porque é que querem um jazigo de luxo? Para agradar ao morto… Se acreditam nisso e lhe querem dar conforto porque não colocam um micro-ondas ao lado da campa para ele aquecer a comida? Impressionante é ver as viúvas a rezar 17 Ave-marias e 10 Pai-Nossos e depois vão roubar as flores da campa ao lado. Depois passam a manhã a esfregarem a campa até ficar a brilhar e no fim ainda lhe passam álcool… Mas para quê? Têm medo que o morto se constipe? Mas se querem ter o melhor jazigo porque é que não inovam nos epitáfios; é que são iguais em todas as lápides… “Eterna Saudade. Amor de mãe, irmão e sobrinhos. Com amor, para sempre”, ou “Izilda Matos, Eterna Saudade de Seu Marido, Filhos e Netos”, “Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino”… Com o devido respeito mas é preciso renovar estas frases…. Não falta ideias, por exemplo; “ Enfim fóssil”… ou “Greve por tempo indeterminado!”, ou “Caso encerrado”… “Game over”!

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