Ninguém dá valor aos “avecs”… Em Portugal existe o hábito generalizado de criticar os emigrantes, mas não querendo ser advogado deles devo dizer que ser “avec” não é fácil. Nunca ninguém se deu ao trabalho de estudar o código deontológico deles. Primeiro, alugar um carro com aileron não é fácil porque nem sempre se encontra…depois quando vêm para “vacances” não conseguem resistir uma espécie de jet-leg gramatical; Jean Pierre, vien ici! .... Jean Pierre ! Vien ici tout de suit Jean Pierre!!! - João Pedro sai já da água, antes que eu vá aí e te rebente os focinhos! Ó meu filho da puta, não ouves eu a chamar por ti ????? “ Para ser “avec” deve-se respeitar um conjunto de normas; usar o inevitável bigode à Saddam é importante para o pai “avec”, o filho “avec” deve ter brincos e cabelo espetado, outra norma é vestir-se com o equipamento da Selecção, ou então, pelo menos a camisola do Ronaldo. Camisolas de alças são bem aceites para podermos confirmar o seu belo bronzeado à trolha, enfeitado ao pescoço por um fio de ouro e uma medalha da cara de Cristo. Ter sempre no carro cassetes dos últimos sucessos do Tony Carreira ou dum qualquer cantor pimba francês. Usar sapatilhas Le Coq Sportif sem meias ou então ostentar uns chinelos ou sandálias em napa a imitar o couro, para mostrar as horrorosas unhacas do pé muito espessas e amareladas e os cascos no calcanhar a necessitarem duma boa esfrega com pedra-pomes. A respetiva esposa é adepta do uso de calções que lhe ficam a matar, realçando as pernas cheias de nódoas, derrames e varizes. As suas casas devem ter sempre mais de 250m² com 3 quartos para casa filho. Importante mas não obrigatório é um chafariz à entrada da casa e a imagem de nossa senhora em azulejo cravado na parede. Não nego que são pessoas com hábitos diferentes mas contudo devemos-lhes o nosso respeito pela sua história de vida. Sejam bem vindos!!







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