
Falar ao telefone tem muito que se lhe diga. Sem repararmos oferecemos muito dinheiro às operadoras porque despendemos muito tempo com conversas que não interessam para nada e neste caso tempo é dinheiro…perdido. A gestão das palavras é muito mal feita pela maioria das pessoas porque envereda pelos caminhos de hábitos linguísticos desnecessários. Acontece muitas vezes ligarmos para o Aurélio e a primeira coisa que perguntamos é; “És tu Aurélio?” Para quê esta pergunta… a probabilidade de ser o Aurélio e não ser o Feliciano é muito grande. E depois vem a segunda; “Está tudo bem?”. Quem faz esta pergunta já sabe que resposta vai ter; “Está tudo e contigo?”. Todos nós sabemos que esta resposta coabita com aquela pergunta, e se sabemos porque é que a fazemos? Quem faz a pergunta não quer saber para nada se a pessoa está bem ou está mal, e a pessoa que responde mesmo que esteja a morrer dá sempre essa resposta, é um mecanismo impulsivo. Das que mais gosto de ouvir é; “Podes falar?”. Há muita gente que não sabe disso mas eu vou tentar elucidá-las…quando uma pessoa atente o telefone é porque pode falar, se não pudesse não atendia…daaa! Outra pergunta estúpida que se faz muitas vezes é; “ Então que estás a fazer?” Então se a pessoa está outro lado da "linha” é óbvio que está ao telefone a falar com a burra da pessoa que fez a pergunta. Depois a introdução ao tema que queremos abordar quase sempre começa com; “Olha estou-te a ligar porque…”. A outra pessoa já sabe que lhe está a ligar não é preciso lembrar, para quê perder tempo com isso. E aquela mania que as pessoas têm de utilizar a expressão ”bla, bla, bla, estás a ver?” Para quê utiliza-la ao telefone? Se a outra pessoa está num sítio diferente é evidente que não pode ter a mesma visão e isto tudo só acaba quando alguém a disser: “Se precisares de alguma coisa telefona!”. É uma frase que me dizem muitas vezes o que me deixa descansado, visto que a maioria das pessoas que me telefonam estão relativamente longe de mim e se estão perto e me telefonam é porque são parvas. Vivemos numa época agitada e tudo vale para poupar algum dinheiro e nada melhor do que aprender a economizar melhor o tempo e as palavras a falar ao telefone.






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