quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Poupar no telefone




Falar ao telefone tem muito que se lhe diga. Sem repararmos oferecemos muito dinheiro às operadoras porque despendemos muito tempo com conversas que não interessam para nada e neste caso tempo é dinheiro…perdido. A gestão das palavras é muito mal feita pela maioria das pessoas porque envereda pelos caminhos de hábitos linguísticos desnecessários. Acontece muitas vezes ligarmos para o Aurélio e a primeira coisa que perguntamos é; “És tu Aurélio?” Para quê esta pergunta… a probabilidade de ser o Aurélio e não ser o Feliciano é muito grande. E depois vem a segunda; “Está tudo bem?”. Quem faz esta pergunta já sabe que resposta vai ter; “Está tudo e contigo?”. Todos nós sabemos que esta resposta coabita com aquela pergunta, e se sabemos porque é que a fazemos? Quem faz a pergunta não quer saber para nada se a pessoa está bem ou está mal, e a pessoa que responde mesmo que esteja a morrer dá sempre essa resposta, é um mecanismo impulsivo. Das que mais gosto de ouvir é; “Podes falar?”. Há muita gente que não sabe disso mas eu vou tentar elucidá-las…quando uma pessoa atente o telefone é porque pode falar, se não pudesse não atendia…daaa! Outra pergunta estúpida que se faz muitas vezes é; “ Então que estás a fazer?” Então se a pessoa está outro lado da "linha” é óbvio que está ao telefone a falar com a burra da pessoa que fez a pergunta. Depois a introdução ao tema que queremos abordar quase sempre começa com; “Olha estou-te a ligar porque…”. A outra pessoa já sabe que lhe está a ligar não é preciso lembrar, para quê perder tempo com isso. E aquela mania que as pessoas têm de utilizar a expressão ”bla, bla, bla, estás a ver?” Para quê utiliza-la ao telefone? Se a outra pessoa está num sítio diferente é evidente que não pode ter a mesma visão e isto tudo só acaba quando alguém a disser: “Se precisares de alguma coisa telefona!”. É uma frase que me dizem muitas vezes o que me deixa descansado, visto que a maioria das pessoas que me telefonam estão relativamente longe de mim e se estão perto e me telefonam é porque são parvas. Vivemos numa época agitada e tudo vale para poupar algum dinheiro e nada melhor do que aprender a economizar melhor o tempo e as palavras a falar ao telefone.

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