


Com o Verão na recta final e os dias de praia a escassearem aos fins-de-semana, retomar as idas ao cinema é um acontecimento perfeitamente comum para qualquer um de nós. A maioria vai ao cinema por puro deleite ou para se alhear da realidade, para se distrair ou porque quer viver momentos agradáveis e absorver as histórias que os filmes nos trazem. O problema é que as vivencias na sala de cinema podem ser contrárias a esse nosso desejo. Mal entramos na arena ficamos logo com cadáveres de pipocas colados na sola do sapato da sessão anterior, e depois não menos irritante é a pontualidade… é para nós difícil satisfazer as nossas nádegas na procura da melhor posição no contacto com a cadeira e quando encontramos o ponto certo aparece sempre alguém a querer passar, mesmo depois do filme ter iniciado, sem sequer esboçarem um sorriso ou expressarem algum tipo de desconforto. Um “obrigado” apazigua e fica sempre bem. Depois há os telemóveis. Dizem que estes devem estar desligados mas, na prática, muitos não o fazem. Se tem a funcionalidade de “silêncio” porque é que não a usam? E depois passam o filme a receber e enviar mensagens e a distrair quem está por perto. Outra coisa que incomoda são os barulhos dos casais que aproveitam a escuridão do cinema para mastigar a língua um do outro e se temos o azar de ficarem atrás de nós passamos o filme todo a sentir a nossa cadeira a ser empurrada para a frente…não há mais sítios para o fazer com mais privacidade? Mas o que mais me incomoda são os pipoqueiros… mais uma rasquice americana que invadiu os cinemas em Portugal. É repugnante o ruído do ruminar das pipocas, e depois o mais intrigante é ouvir os fanáticos das pipocas a vasculhar um balde com 500 mil pipocas durante 5 minutos para tirar uma, parece que estão à procura de alguma em especial e o pior de tudo é ouvir esses criminosos a cuspir os bocados não deglutinados para a fila da frente. E o cheiro da pipocada? Bem, vou deixar de ir ao cinema. Devia de haver uma lei anti-pipocas nas salas de cinema.

Estamos em 2012 e ainda há pessoas que se divertem com o sofrimento dos animais. Essas pessoas tem o cérebro pequeno, ainda vivem na idade média… Não me digam para respeitar os gostos de cada um porque recuso-me a respeitar aqueles que se divertem a violentar animais inocentes. Acordem, estamos no séc. XXI. Andam sempre com o argumento estúpido (não tem outro) da tradição mas lembro que a crucificação, a tortura e a pena de morte também já foram tradição e foram abolidas porque há uma coisa que esses ignorantes não conhecem…chama-se evolução…EVOLUÇÃO. Eu gostava era de enfiar uma bandarilha nas costas dos que apreciam esta merda e sentar os touros na bancada a rir-se e a bater as patas…
Ter uma conversa com adolescentes poderá tornar-se numa experiência digna dum “conto de favas”. Eu admito que é “altamente” ter umas expressões que cativem a malta numa de conseguir obter a posição de líder do bando mas não consigo disfarçar a inflamação que isso me provoca. Com algum esforço lá vou apelando à minha condescendência, mesmo sentindo aquela mania que eles têm em tratar os da mesma idade por “chavalo” para se sentirem em cima de um palanque, e como se isso não bastasse, seguidamente, somos agredidos com pseudo-palavras instantâneas que vivem na ponta da língua dos gajos que dão para todo o tipo de conteúdo linguístico. O ideal era utilizarem essa linguagem entre eles mas não distinguem ninguém. Inquietante é tentar perceber a origem desse palavreado…Quem foi o filha da mãe que o inventou??? - Então estás bom? “Tá-se bem”… Não estás com boa cara? “Ya meu, tou um coto chunga...” Porquê, aconteceu alguma coisa? “O meu cota desatinou comigo!” Pois, acontece quando não nos portamos bem. “Caga nisso, é totil chunga mas que se lixe.” Deve ter as suas razões, não deve? “Ontem foi curtir, desbundei tótil mas caguei nas horas…” Divertiste-te ao menos? “Não curti à brava…fui a uma rave, convidei uma gaja e ela curtiu tótil a ideia. Quando ela entrou andou à toa durante um coche, estava um som altamente, só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 2 da manhã, tás a ver, meu? Durante a party um mano cheio da papel topo-a e começou a gala-la, aí quase que me passava dos carretos, desbundaram "ól naite long", mas depois tive que axandrar. Quando a gaja bazou o mitra ficou completamente atarantado e foi atrás dela. Ainda esperei que ela voltasse mas nunca mais lhe pus os olhos em cima e dei de frosques. As gajas às vezes são fatelas… é a vida…my friend, vou bazar, vou ao morfes." ............ Hã????? É preciso um dicionário…
Portugal não ganhou muitas medalhas em Londres mas não faltam atributos para nos regozijarmos… Não há medalhas que valham a nossa comida, o nosso sol e fundamentalmente as nossas praias. De facto, ir à praia até se pode transformar numa experiência hilariante…começamos sempre por nos envolver numa porrada desenfreada com a nossa toalha porque a estúpida nunca se quer deitar, quando conseguida a vitória só queremos estar na paz, observar a linha onde o céu se junta ao mar, fechar os olhos para escutar a orquestra que sai das ondas, deixarmo-nos ir à boleia do nosso pensamento…mas há sempre merdas que estorvam a nossa introspeção. Os gajos das bolas de Berlim são como as moscas, os avecs do lado esquerdo a falar como se sabe, do lado direito lisboetas com o seu sotaque abichanado mas pior está reservado para a minha frente… aquilo que estava à minha frente é a praga das praias…é a mania que as namoradas têm em tirar pontos negros das costas dos namorados como os macacos a catar piolhos. O que é que elas têm contra os pontos negros? É por serem negros? Isso soa um pouco a racismo. Já experimentaram colocar-se no lugar de um ponto negro? Alguém gosta de fazer uma ressonância magnética? Então imaginem viver nessa máquina a vida inteira, há que ter respeito pelos enclausurados. Mas elas são viciadas nessa atividade, quanto mais tiram pior, por vezes até arrancam sinais de pele e quando aparece daqueles pontos negros difíceis que se agarram ao poro então é que elas se espumam, espetam aquelas unhacas na pele do namorado que até carne sai. O tipo de pontos negros que mais prazer lhes dá são os tomahawks, o disparo chega a atingir os 3 metros de distância, o que é um nojo porque quem esta atrás, como eu estava, é obrigado a vestir uma armadura anti pontos negros…o pior disto tudo é ver pontos negros misturado na areia e se esta mania continuar a crescer qualquer dia teremos na praia mais pontos negros que a própria areia. Da mesma forma que já existe para as baronas eu sugeria, para bem de todos, que se começasse a colocar na praia recipientes para os pontos negros.
Eu gosto muito de ciclismo e a subida à Sra. da Graça é sempre uma etapa imperdível. Hoje foi mais uma… O que eu mais valorizo são as pessoas que se levantam às 4 da matina para preparar o farnel e sair a correr para encontrar o melhor poiso para abancar lá no monte. Preparam as fêveras, o churrasco, pipas de vinho, grades de cerveja, levam com o calor, com o pó, anseiam 10 horas, lutam contra o sono roubado à última noite… tudo em prol do objetivo de ver as “biclas” passar. E depois elas passam, são 30 segundos de loucura. E agora? Já foram… Toca a desmontar tudo arrumar a tenda, o lixo, as garrafas e esperar permissão da polícia para descer o monte, e o pior é que nem sabem quem venceu a etapa… Eu a ver pela televisão não tenho trabalho nenhum, durmo a noite toda, não tenho calor e ainda por cima vejo quem vence a corrida. Mas agora dizem-me; “Haaa, mas não tens a oportunidade de correr atrás dos ciclistas nem de lhe atirar agua.” Pois…
A paciência é uma virtude muitas vezes conseguida por fatores alheios ao nosso domínio e se há um local onde falta muitas vezes esse atributo é no sinal vermelho do semáforo… Mas agora já não é assim…existe entretenimento para ajudar os condutores a superarem aquilo que parecem horas intermináveis de espera pelo sinal verde…o que era de nós sem os ciganos romenos com o seu malabarismo? Admiro o seu esforço para não deixar cair nenhuma das 3 bolas, admiro a vontade deles em nos impressionar, considero a sua arte…mas o que mais prezo é abrir o vidro, vê-los a caminhar na minha direcção, apreciar a sua esperança e quando chegam perto do vidro dizer-lhes; “Está calor, o que é que queres!!”
Ninguém dá valor aos “avecs”… Em Portugal existe o hábito generalizado de criticar os emigrantes, mas não querendo ser advogado deles devo dizer que ser “avec” não é fácil. Nunca ninguém se deu ao trabalho de estudar o código deontológico deles. Primeiro, alugar um carro com aileron não é fácil porque nem sempre se encontra…depois quando vêm para “vacances” não conseguem resistir uma espécie de jet-leg gramatical; Jean Pierre, vien ici! .... Jean Pierre ! Vien ici tout de suit Jean Pierre!!! - João Pedro sai já da água, antes que eu vá aí e te rebente os focinhos! Ó meu filho da puta, não ouves eu a chamar por ti ????? “ Para ser “avec” deve-se respeitar um conjunto de normas; usar o inevitável bigode à Saddam é importante para o pai “avec”, o filho “avec” deve ter brincos e cabelo espetado, outra norma é vestir-se com o equipamento da Selecção, ou então, pelo menos a camisola do Ronaldo. Camisolas de alças são bem aceites para podermos confirmar o seu belo bronzeado à trolha, enfeitado ao pescoço por um fio de ouro e uma medalha da cara de Cristo. Ter sempre no carro cassetes dos últimos sucessos do Tony Carreira ou dum qualquer cantor pimba francês. Usar sapatilhas Le Coq Sportif sem meias ou então ostentar uns chinelos ou sandálias em napa a imitar o couro, para mostrar as horrorosas unhacas do pé muito espessas e amareladas e os cascos no calcanhar a necessitarem duma boa esfrega com pedra-pomes. A respetiva esposa é adepta do uso de calções que lhe ficam a matar, realçando as pernas cheias de nódoas, derrames e varizes. As suas casas devem ter sempre mais de 250m² com 3 quartos para casa filho. Importante mas não obrigatório é um chafariz à entrada da casa e a imagem de nossa senhora em azulejo cravado na parede. Não nego que são pessoas com hábitos diferentes mas contudo devemos-lhes o nosso respeito pela sua história de vida. Sejam bem vindos!!