sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Os pinguins que não temem as focas


Um fenómeno preocupante que infecta as pessoas é a facilidade com que acreditam no senso comum. Esse tipo de sabedoria é produto de uma invenção que à boleia das palavras se espalha descontroladamente tornando-se mais poderosa que a precisão científica. Isso incomoda qualquer sábio! Uma situação evidente e intolerável é o hábito de se dizer que a Terra é completamente redonda o que não é verdade. O planeta Terra devido ao peso dos ursos polares e dos pinguins é achatado nos polos, logo é uma elipse. Aí está um enigma que nunca percebi; porque razão o autor deste mundo desapegou estas espécies por 11000 kilómetros, davam-se mal? Isto está muito mal feito de início, quem deveria viver em cada polo eram os muçulmanos e os judeus. Mas se os pinguins foram empurrados para a terra do nunca é por alguma razão, devem ser chatos…mas na verdade não foram todos, no meu mundo conseguimos observa-los em cada rua armados em espertos a coagir parvalhões com orelhas de burro a chamar-lhes “dotor”. Eles dão a sensação que ingressam na faculdade não para estudar mas para pompear aquela farpela. E depois esses cromos, prisioneiros da ânsia de poder observar a submissão no rosto dos outros, não se importam de acarretar um uniforme quente como um forno que os põe a suar como cavalos. O desejo de se exibirem não lhes dá tempo para lavar nem secar, no dia seguinte vestem a mesma porcaria com uma fragrância que tresanda. A pior praxe é cheira-los! Um cenário entediante é ver um gajo com o cognome de Dux no papel de dominante quando na prática é o mais idiota da faculdade, tem em média 32 inscrições mas são os maiores. Não tenho duvidas que a maioria dos estudantes aproveitam as práticas estudantis para alimentar o ego, vê-se isso na vontade louca de ingressar na tuna; podes não saber tocar nem cantar mas se fores abanar uma bandeira ou se te disponibilizares para abarcares com a tarefa dificílima de bater numa pandeireta já entraste. O mais frequente é assistir a anormais que só fizeram uma cadeira no 1º ano e como se inscreveram numa cadeira do 2º ano se intitulam de “dotores”. Para eles os caloiros não são pessoas, são bestas com cascos. E depois envergam aquele traje com uma vaidade que mais parece que estão em permanente desfile na passarela a competir para ver quem tem mais emblemas. Os emblemas marcam uma hierarquia, quem cozer mais de 2500 vence, pode não ter nada a ver com a pessoa mas o importante é carrega-los. O mais caricato é quem se atrever a vestir essa armadura escura é obrigado a respeitar um conjunto de normas muito inteligentes; não se pode (teoricamente) usar relógio nem brincos com o traje mas usar chupetas e rolos da massa em miniatura pendurados na vestimenta é que dá estilo. Pior do que tudo é dizer-se que as praxes são uma forma de integração, e no fundo faz todo o sentido porque não há melhor forma de inclusão grupal do que andar de joelhos a rastejar com um penico na cabeça a puxar latas de Ice Tea presas às pernas. Incrível é observar os ditos “dotores” a encabeçar uma competição para ver quem embebeda primeiro as caloiras da trabinca para lhes saltar em cima. Não conseguem de outra forma! Os culpados em certa medida são os familiares que os bajulam sempre que os vêem vestidos à pinguim, a emocionalidade que libertam ultrapassa todos os limites da compreensão, muitas vezes nem sabem que curso frequentam ou pode ate ser um curso de merda mas o importante é vê-los naquela figura. Eu de bom agrado colocava estes pinguins na Antárctida, ou melhor, no Árctico para praxarem os ursos polares.  

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