segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Manias nos casamentos

Para a maioria das pessoas existem alguns segundos nas comuns manhãs que chateiam. O momento do acordar é a nossa tortura diária, por vezes até nos custa adormecer porque sabemos que esse suplício estará presente no próximo abrir de olhos, quase que não dá para saborearmos o sono, a noite passa a correr, entre o adormecer e a tortura corre um espaço temporal à velocidade da luz oferecendo a sensação de dormimos num intervalo entre dois pestanejares. Dormir também adormece os nossos problemas e as nossas responsabilidades, oferece-nos uma serenidade capaz de nos elevar a um mundo espiritual que nos rejuvenesce, dedica-nos sonhos e meditações. A realidade vem com o acordar e é nessa altura que as inquietudes da vida se apoderam da nossa aura. Para mim essa realidade assalta-me todas as manhãs com uma pergunta na qual penso nunca encontrar resposta, é como uma perseguição, não há manhã que não tente encontrar a solução para esse enigma… QUAL SERÁ O SIGNIFICADO DAS BUZINADELAS DOS CARROS NUM CASAMENTO? Esta pergunta vive permanentemente na parede do meu quarto sempre que os meus olhos se abrem para encarar o dia. Como é que seria antes de haver automóveis? Ia a malta toda nas carroças e obrigavam os cavalos a relinchar? Dá a sensação que existe uma competição entre os condutores que vão no cortejo, quem apitar mais vence uma garrafa de groselha e depois um fenómeno interessante é ver o cansaço tomar conta da mão que agride a buzina proporcionando uma ligeira necessidade de descanso e por inerência um certo silêncio do agrado de todos, mas se um se lembra de apitar voltam todos numa ânsia desenfreada a apitar loucamente abafando qualquer sirene dos bombeiros. E depois se um indivíduo apita uma vez o de trás é obrigado a apitar duas vezes, nestas circunstâncias ninguém se atreve a apitar menos de que o outro, o número de apitos tem de significar a proximidade a uns dois noivos. O pior de tudo é quando a corda de automóveis é separada por um solitário semáforo; quem ficar retido no sinal vermelho solta de imediato uma espuma de raiva motivada pela impossibilidade de poder mostrar aos que continuaram a marcha as suas estrondosas apitadelas. Mas qual será o significado dos apitos? Avisar o transeunte que ali vai um casamento? Porquê? O casamento é um momento bizarro que justifique avisar o povo da sua ocorrência? É quase tão descabido como bater no prato para pedir o beijo dos noivos…como se esse beijo significasse alguma coisa para o futuro de cada convidado. Enfim… Mas o apito não tem o mesmo significado se não tiver a companhia da rendinha abraçada à antena do carro ou ao retrovisor. Quem é que foi o idiota que se lembrou dessa merda?? De certeza que foi um gajo que tinha o fetiche das rendinhas e como não tinha gaja colocou no carro mas a verdade é que essa estúpida tradição chegou aos dias de hoje e faz parte dos momentos mais infelizes do dia de casamento, e ainda por cima a malta tem a mania de deixar a fitinha viver colada ao automóvel durante três meses só para dizer que esteve num casamento, só porque é giro dizer que esteve num casamento. Ainda para mais é branca como se hoje em dia as mulheres casassem imaculadas… Vou continuar em busca da resposta para decifrar este caso bicudo…

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